Património Cultural de Aguiar da Beira

 

Património é tudo o que criamos, valorizamos e queremos preservar. São os monumentos e obras de arte, e também as festas, músicas e danças, os folguedos e as comidas, os saberes, fazeres e falares. Tudo enfim que produzimos com as mãos, as ideias e a fantasia. (Cecília Londres)

Tradições

Alcunhas

Superstições

O encantamento dos Mouros

Bruxas e Feiticeiras

Rezas e Responsos

Festas e Romarias

 

Canções Populares

O cancioneiro campesino das terras de Aguiar da Beira é rico, muito dele adquirido através de contactos com outras regiões; de ouvido, essas canções consideram-se  adaptações de cantares regionais ou nacionais, bem adaptadas às características do concelho.

Não é para admirar que, à mínima oportunidade, os camponeses do Concelho de Aguiar da Beira aproveitassem para bailar e folgar ao som dos instrumentos e das vozes de cantadores e cantadeiras.

Nas malhas do centeio juntavam-se sete ou oito homens e, quando queriam reclamar o vinho, cantavam desta maneira:

À porta do Santo António,

Está um ramo de loureiro;

Vejam a pouca vergonha,

Fazer do Santo verdadeiro.

Santo António tem uma vaca,

Tanbém tem um bezerrinho;

A vaca chamava-se Andúvia

E o bezerro Anduvinho.

Tradições (Natal, Janeiras, Carnaval, Os Casamentos, Quaresma, Domingo do Anjo, Forno do Povo)

 

Natal

Não há na roda do ano noite tão notável em Terras de Aguiar da Beira como a noite de Natal. Aqui se juntam as famílias, se preparam os mais opíparos pratos e se oferecem as filhós. É nessa noite que há o costume da consoada, que consiste na ceia abundante, geralmente de batatas e bacalhau.

Havia também e ainda há, o costume de os mais jovens fazerem uma grande pilha de lenha ou juntarem no largo um grande trono inteiro e giestas, para lhes deitarem o fogo mal soem as badaladas da meia noite, precedendo a missa do galo.

 

Janeiras

O cantar dos Reis ou as "Janeiras" começava no dia 3 de janeiro e prolongava-se até ao dia 6, dia de Reis. Reunia-se um grupo de jovens, por vezes integrando alguns mais idosos, que iam cantar os Reis, de porta em porta, pelas ruas das aldeias ou da vila, geralmente após o por do sol. Recebidos pelos da casa, era-lhes oferecida bebida ou comida, aperitivos, doces ou, por vezes , algum dinheiro, não muito, por as posses serem escassas

 

Carnaval

Na chamada quinta-feira de compadres ou "casamentos de Entrudo" dava-se início ao período de folia carnavalesca. No chamado Domingo Gordo desfilavam os pândegos e mascarados, fazendo-o com os abusos e descortesias inerentes durante três dias. O enterro das brincadeiras ocorria na noite do terceiro dia, também chamada Terça-feira do Entrudo, pela meia-noite. Neste simulacro de enterro, era lido em voz alta uma espécie de testamento, onde constavam legados mais ou menos jocosos, no meio de grande assuada.

Depois do enterro, seguia-se o período de penitência, com a Quarta-feira de Cinzas.

 

Os "Casamentos"

Aconteciam pelo Entrudo, como forma de participação brincalhona e brejeira. E, como tal, "casavam-se" pessoas que se desdenhavam, de estratos sociais diferentes, de níveis etários distantes ou beleza díspar. Para o efeito, reuniam-se os rapazes pela calada da noite, nas quintas-feiras antecedentes ao Carnaval, em sítio ermo, quando não em torres de igrejas ou capelas. O único adereço era um funil grande, à guisa de amplificador da voz, propondo-se sem grande antecipação os pares de noivos, lançando-os em diálgo de "comadres", entre perguntas e respostas de dois ou mais foliões.

 

Quaresma

Durante toda a Quaresma, período de recolhimento, visitava-se o Senhor do Esquife a todas as sextas-feiras. A procissão dos Passos, ou a Procissão do Terço, com irmãos da Santa Casa da Misericórdia  acompanhados pelo pároco, era tida como visita e oração, rezando-se os quinze mistérios do rosário, entoando-se igualmente os cânticos alusivos à paixão e morte de Cristo. A Quaresma é o tempo litúrgico que decorre de Quarta-feira de Cinzas até Sexta-feira Santa, considerando um período magro, de penitência e abstinência, imitado o período de quarenta dias de oração de Cristo

 

Domingo Do Anjo

O Domingo do Anjo requeria nas solenidades a presença do executivo municipal. Para além disso, anualmente era nomeada uma comissão para pegar nas varas do palio.

A procissão do Anjo Custódio, onde havia a obrigação de ir toda a Câmara de Aguiar da Beira, era o momento de celebração do auxilio divino que a monarquia recebera e também comemoração do desempenho do Rei no seu zelo pelo reino, que supunha o cumprimento das suas obrigações para com os preceitos de Deus.

 

Forno do Povo

Nos princípios do séc. XX ainda existiam na vila de Aguiar da Beira muitos fornos de cozer pão. Nas aldeias do concelho ainda vão existindo um ou outro destes fornos (grande parte deles na posse das juntas de freguesia).

 

Lendas

O excelentissimo imaginário popular criou, desde remotos com não sei quê de pontinha de verdade, essas inesquecíveis estórias fabulosas e míticas que correm na narrativa oral como a água debaixo das pontes - as lendas. Herois, santos, mouras encantadas e por encantar, monstros e medos, tesouros escondidos, diabólicas criaturas, estultos figurões de esperteza vária, bicheza de toda a espécie, enormidades e justificações toponímicas, são moeda de bom ágio para o cofre destas preciosidades herdadas de nossos ancestrais. São fantasias e devaneios, a maior parte das vezes à volta de figuras tutelares (como, por exemplo, o Escorropicha e a Cabicanca), que emergem assim estimuladas desta arte da narrativa de forma mais vincada e perene. Não é a região de Aguiar da Beira menos fértil neste néctar cultural, tanto mais que é mátria de uma boa mão cheia de figuras destacadas da História, povoada por gente remota e cobiçada pelo grémio da moirama, de cuja memória repousam essas tantas mouras causadoras de celeuma e tumulto com os seus pretensos tesouros a soalhar. 

Grupos Culturais

- Grupo de Concertinas da Farra -  responsável Laurentino Bento

 

- Orquestra de Sopros e Sinfónica da Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Aguiar da Beira – responsável Manuel Sousa

 

- Grupo de Concertinas "Os Abadenses"  - responsável Xavier Aguiar

 

- Grupo de Concertinas "Clave de Sol" - responsável Aurélio Coelho

 

- Grupo de Bombos de Carapito - responsável Daniel Navoeiro

 

- Rancho Folclórico de Penaverde  - responsável Carlos Campos

 

- Grupo de Cantares "Raizes da Terra" (Cant`Arte - Associação Cultural) - responsável Teresa Campos

 

- Grupo de teatro amador "Grup `Arte" (Cant`Arte - Associação Cultural) - responsável  Anabela Melo

Artes e Ofícios

 

É através das artes e ofícios que pretendemos reconstituir memórias do modo de vida das nossas gentes que tem, na tradição e nos valores, um reflexo muito significativo da sua identidade cultural.

Escritores:

  • Carlos Paixão 
  • To-Zé Paixão
  • Caseiro Marques 
  • Leontina Caseiro 
  • Idina Carvalho
  • Agostinha Monteiro 
  • Delfina Pimentel 
  • Álvaro Almeida
  • Teresa Barranha
  • Lúcia Morgado 
  • António Almeida 
  • Filipa Caetano 
  • Ana Leonor Tenreiro 
  • Maria Silvina Narciso Lima 
  • João Portugal 
  • Bruno Andrade
  • Silvino Lopes da Fonseca 
  • José Frias 
  • Zezinha Peniche
  • António Augusto Tavares
  • Maria Helena Araújo Carreira 
  • Milu Loureiro Fonseca

 

Cestaria e palhoças:

  • Joaquim Tenreiro    Prado – Penaverde

 

Escultura:

  • Esculturas Laiginhas - Aguiar da Beira 
  • Tozé Cardoso - Fontearcadinha

 

Pintura:

  • Tó-zé Paixão - Carapito
  • Teófilo Santos - Aguiar da Beira
  • Noémia Monteiro    - Aguiar da Beira
  • Clara Andrade - Aguiar da Beira
  • Elsa Faria - Ponte do Abade 
  • Maria da Luz Aguiar

 

Madeira:

  • Artesanato Castanheira - Ilídio Vaz Augusto - Prado 

Associativismo

O Associativismo é um instrumento importante para que uma comunidade saia do anonimato e passe a ter maior expressão social, política, ambiental e econômica. 
No concelho existem inúmeras associações com objeto e abrangência diversos. Aqui damos nota das associações locais, que não tendo fins lucrativos, não detêm estatuto de instituição particular de solidariedade social. 

  • Associação Desportiva Recreativa Cultural de Aguiar da Beira
  • Associação Desportiva Recreativa Cultural Penaverdense
  • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aguiar da Beira
  • Associação de Melhoramentos da Cavaca     
  • Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Forninhos
  • Associação Juvenil A Jornada dos Heróis
  • AQUILARIS, Associação de Defesa do Património
  • Clube Cultural e Recreativo de Carapito
  • Cant`Arte - Associação Cultural

Festas e Romarias

Mercado Quinzenal de Aguiar da Beira– Segunda-feira

Mercado Quinzenal de Mosteiro: Quarta-feira

Feira Anual de Aguiar da Beira –  Primeiro domingo de otubro

Feira dos Vinte - Mosteiro – 20 de janeiro

Feira Anual de Carapito – São Pedro de Verona – 29 de abril

 

FREGUESIA DE CARAPITO

Orago: Nossa Senhora da Purificação

S. Sebastião: domingo a seguir a 20 janeiro

Nossa Sr.ª da Purificação: 2 fevereiro

S. Pedro de Verona: 29 abril

 

FREGUESIA DE CORTIÇADA

Orago: Divino Espírito Santo

Santo Amaro: 15 janeiro

Nossa Sr.ª da Boa Viagem: 1º domingo agosto

Santa Bárbara: 3º domingo agosto

Senhora dos Remédios: 8 setembro

 

FREGUESIA DE DORNELAS

Orago: S. Sebastião

S. Sebastião: 20 janeiro

Santo António: Domingo próximo 13 junho

Santa Bárbara: 1º domingo agosto

Senhora do Ouvido: 2º domingo agosto

Santa Luzia: domingo próximo de 13 dezembro

 

FREGUESIA DE EIRADO

Orago: Nossa Sr.ª da Conceição

S. José: 19 de março

Santo Cristo: 1ª quinzena maio

Santo António: 13 junho

S. João: 24 junho

Nossa Sr.ª do Amparo: 15 agosto

Nossa Sr.ª da Conceição: 8 dezembro

 

FREGUESIA DE FORNINHOS

Orago: Santa Marinha

Santa Marinha: 18 de julho

Nossa Sr.ª dos Verdes: 2ª feira do Espírito Santo (cariz regional) e 15 agosto

 

FREGUESIA DE PENA VERDE

Orago: Nossa Senhora da Purificação

Corpo de Deus: Dia do Corpo de Deus

S. Tiago: 25 julho

Nossa Sr.ª de Fátima: domingo próximo de 13 maio

S. Sebastião: fim de maio princípio junho

S. António: fim de junho princípio julho

S. Domingos: 1º domingo agosto

S. Bárbara: 2º domingo agosto

 

FREGUESIA DE PINHEIRO

Orago: Santo António

Santo António: 13 junho

Santa Ana: 26 julho

Nossa Sr.ª da Boa Viagem: agosto

Nossa Sr.ª do Livramento: 8 setembro

 

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE AGUIAR DA BEIRA E CORUCHE

Orago de Aguiar da Beira: Santo Eusébio

Santo António: 13 junho

S. João: 24 junho

S. Pedro: 29 junho

St. Eusébio: 2 agosto

Sr.ª Assunção: 15 agosto

Sr.ª das Dores: 2º domingo setembro

 

Orago de Coruche: S. Pedro

S. Pedro: 29 junho

Nossa Sr.ª de Fátima: 15 agosto

Santa Eufêmea: domingo próximo de 16 setembro

 

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SEQUEIROS E GRADIZ

Orago de Sequeiros: S. Sebastião

S. Sebastião: 20 de janeiro

Festa Emigrante: último domingo de julho

Santa Luzia: 13 dezembro

 

Orago de Gradiz: Nossa Senhora das Neves

Santo António: 13 junho

Nossa Sr.ª das Neves: 5 agosto

 

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SOUTO DE AGUIAR DA BEIRA E VALVERDE

Orago de Souto de Aguiar da Beira: S. Sebastião

Santo Antão: 17 janeiro

S. Sebastião: 20 janeiro

S. João de Deus: 1º domingo agosto

Santa Bárbara: 2º domingo agosto

Nossa Sr.ª de Fátima: 1ª quinzena agosto

Santa Luzia: 13 dezembro

 

Orago de Valverde: S. Pedro de Verona

S. Antão: último domingo abril

Nossa Sr.ª de Fátima – 2º domingo agosto

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